sexta-feira, 6 de maio de 2011

YGGDRASIL


Yggdrasil, é um freixo gigante que se eleva até o cosmo. Uma raiz está no horrível mundo de Niflheim, onde a serpente Nighogg se alimenta de cadáveres, e morde a própria árvore.

Uma segunda raiz situa-se em Asgard, o reino divino onde moram as Norns, três velhas que governam o destino dos homens, cujos nomes: são Destino, Ser e Necessidade e elas mantêm Yggdrasil viva, regando esta raiz com a água pura da fonte do destino. Sem esforço podemos associá-las às Parcas gregas.

A terceira raiz está em Jotunheim, a terra dos gigantes. Por baixo dessa raiz está a fonte, onde a cabeça cortada de Mimir diz palavras duras.

Odin pagou com um de seus olhos para beber a percepção e conhecimento dessa fonte.
Mas foi da própria Yggdrasil que Odin, o “Pai de tudo”, o “Deus dos muitos nomes”, obteve o segredo das runas, símbolos mágicos com os quais os homens, dali em diante, poderiam registrar e compreender suas vidas.




Afirma-se também que Odin bebeu longamente da sagrada poção, feita no caldeirão da inspiração do Deus Mimir, para aprender os mistérios da vida e da morte. O preço que pagou por este conhecimento foi a perda de um olho.

Na verdade, o caldeirão é um antigo símbolo da Grande Deusa Mãe e, nestes mitos, podemos facilmente observar vestígios de outros mitos, muito mais arcaicos, de um antigo culto da lua e de magia ctônica, que aos poucos foi sendo substituído, tornando-se secundário, aos mitos patriarcais.
Observe-se que o número nove, é lunar, pois representa as três fases da lua (crescente, cheia e minguante) multiplicadas por si mesmas. Na mitologia pagã, a lua era um símbolo de inspiração, poder psíquico e do aspecto feminino da Natureza, representado pelo atributo da eterna fertilidade da Mãe Terra.


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